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Origens e Mensuração da Inflação
A inflação é o aumento contínuo e generalizado no nível dos preços dos produtos ao longo de um
período. Em resumo, significa que o dinheiro perde poder de compra, e você necessita de mais
recursos para adquirir os mesmos produtos ou serviços que antes eram mais baratos. Ela pode
ser causada por:
Inflação de Demanda: Quando a procura supera a oferta.
Inflação de Custo: Aumento dos custos de produção.
Inflação Estrutural: Ineficiências produtivas e administrativas na economia.
No Brasil, a principal métrica de mensuração da inflação é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo). Entretanto, há outros índices como o INPC e o IGP-M.
Análise da Trajetória da Inflação (2018-2023)
Ao observar o período de 2018 a 2019, notamos que o Brasil conseguiu manter sua inflação
efetiva dentro do intervalo de tolerância definido pelo Banco Central, embora em 2019 a marca
tenha se aproximado do limite superior. Esse padrão demonstra uma certa estabilidade na
condução da política monetária.
Contudo, o ano de 2021 destaca-se como um período atípico e preocupante. Durante esse ano, a
inflação efetiva disparou, ultrapassando não apenas a meta central, mas também o intervalo de
tolerância estabelecido, levantando questionamentos sobre os possíveis choques de oferta,
impactos da pandemia e outros fatores que poderiam ter contribuído para esse cenário.
Em uma resposta positiva, 2022 evidenciou uma recuperação, com a inflação voltando para
dentro dos limites, embora ainda acima da meta central. Para 2023, os dados até julho indicam
uma tendência mais moderada. No entanto, é crucial observar os próximos meses para entender
se essa estabilização se mantém e se as estratégias do Banco Central estão surtindo o efeito
desejado.
Impactos Econômicos e Repercussões
A alta inflação afeta não apenas os preços ao consumidor, mas também as decisões de
investimento e as taxas de juro. A Selic, por exemplo, está atualmente em 13,25%, e após um
corte de 0,50%, o Banco Central iniciou um ciclo de queda dessa taxa. Campos Neto, presidente
do Banco Central, expressou confiança no ajuste da inflação, visando um “pouso suave” da
economia: controlar a inflação sem prejudicar o crescimento econômico.
Globalmente, diversos fatores moldam o cenário econômico: queda no nível de atividade, alta
inflação, aumento nas taxas de juro de política monetária, variação dos preços das commodities e
desaceleração da economia, entre outros.
A guerra na Ucrânia, por exemplo, agravou a situação já delicada causada pela pandemia da
Covid-19, interrompendo a recuperação de vários países e aumentando a pressão inflacionária,
especialmente no mercado de commodities.
Nos EUA, a economia tem mostrado sinais de aquecimento, enquanto na China, políticas
rigorosas de lockdown têm afetado a atividade econômica.
Conselhos Práticos. Para proteger o poder de compra:
Invista em Ativos Reais: Como imóveis ou ouro, que geralmente mantêm ou aumentam o valor em
tempos de inflação.
Diversifique: Mantenha uma carteira de investimentos diversificada.
Títulos Indexados à Inflação: Como o Tesouro IPCA+ no Brasil, são boas opções para quem
busca proteção.
Considere Investir em Ações: Empresas com poder de precificação podem repassar custos
inflacionários aos clientes.
Mantenha-se Informado: Acompanhe os cenários econômicos e ajuste sua estratégia conforme
necessário.
Entender o cenário atual e preparar-se financeiramente é fundamental em tempos de incertezas e
volatilidades. Seja prudente, informado e flexível em suas decisões financeiras
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